Diagnóstico comercial · Flávio Gonzalez × Sandro Notari · V4 Ruston & Co
Estruturação comercial com foco em conversão

A demanda já chega.
O que falta é converter.

A Bonnke já paga por lead, já tem margem para negociar e já tem meta definida por vendedor. O que não existe hoje é o processo que transforma lead em venda: SLA de resposta, roteiro de negociação, cadência e leitura de número. Este documento mostra, com os números da própria operação, quanto de receita está parado nesse gargalo — e como destravar em 12 semanas.

R$ 500 mil
faturamento mensal atual
42%
da meta agregada do time (8 × R$ 150 mil)
R$ 216 mil
receita/mês perdida em leads sem contato efetivo
R$ 711 mil
ao fim das 12 semanas · cenário conservador
01 · Onde a Bonnke está hoje

Uma operação com demanda e margem — e sem processo comercial

Tudo que costuma ser difícil, a Bonnke já resolveu: atrai, tem estoque, tem procedência e tem margem. O gargalo está concentrado em uma única camada — a execução do time comercial.

Forças reais

Demanda entra sozinha. Meta, Google, Mercado Livre e um orgânico forte (Instagram, TikTok, Facebook). Fluxo diário de leads novos sem prospecção ativa.
Margem folgada para negociar. 30–35% na régua comercial. Uma geladeira 2.500L comprada a R$ 6–7 mil e revendida a R$ 13 mil contra R$ 22–23 mil do novo — há R$ 9 mil de argumento antes de tocar em desconto.
Diferenciais verificáveis. Nota fiscal, garantia (3 meses no seminovo, 12 no novo), revisão em oficina própria, 3 galpões, técnico por marca, instalação, teste no showroom, entrega própria em Campinas e região e envio nacional.
Incentivo já estruturado. A remuneração variável é escalonada e recompensa quem passa da meta. O incentivo existe; falta o processo que leva o vendedor até lá.
Direção comercial. CEO com 18 anos no segmento, ex-vendedor. Decisão rápida quando o número fecha.

Gargalos — e como resolvemos

!
Lead esfriando na fila. 37 leads pendentes no painel durante a própria reunião, alguns há 20 horas; fila de fim de semana atacada no fim do dia de segunda.
→ SLA de 10 minutos, roleta automática de repasse, fila de fim de semana priorizada às 8h e painel "sem tarefa" revisado na daily.
!
Time sem punch de fechamento. 8 vendedores, todos júnior, o mais antigo com 1 ano. Olham o bolso do cliente, têm medo da objeção e não usam a margem que existe.
→ Roteiro de negociação por margem e experiência, rolplay semanal e coaching 1:1.
!
Nenhuma divisão de papéis. 8 "vendedores", zero SDR. A qualificação é feita pelo sistema e pelo marketing, sem critério documentado.
→ Desenho SDR/closer, critérios de repasse e SLA de qualificação.
!
Sem CRM, sem cadência, sem motivo de perda. O Helena é ferramenta de atendimento, não CRM. Não há follow-up estruturado nem histórico consultável do lead.
→ Kommo (implementação inclusa), cadência D+1/3/7/15/30 e motivo de perda obrigatório.
!
Base histórica parada. Zero canal de reativação; um estagiário enviando 15 mensagens manuais por dia.
→ Segmentação RFV e réguas de reativação em coorte.
!
Meta sem tradução. O vendedor não sabe quantas vendas precisa fazer para ganhar o que quer ganhar.
→ Meta diária por vendedor, dashboard e leitura na daily das 8h.
02 · A conta do gargalo

O lead não é caro. A conversão é baixa.

Na reunião, o Flávio resumiu melhor do que qualquer slide: "se você trouxer 10 clientes e nenhum fechar, é um cliente muito caro". A conta abaixo prova o ponto — o custo de aquisição da Bonnke é excelente, e é exatamente por isso que cada lead não trabalhado dói tanto.

R$ 20
custo por lead (mix pago + orgânico + ML)
R$ 300
CAC atual — 2% do ticket médio
6,7%
conversão lead → venda hoje
R$ 216 mil
receita/mês em leads sem contato efetivo

Como chegamos aos R$ 216 mil

  • ~500 leads entram por mês (fluxo observado no painel do Helena).
  • Cerca de 30% não recebem contato efetivo em tempo útil — são os 20 horas de espera e a fila de fim de semana. São ~150 leads/mês.
  • Os leads que são atendidos convertem a 9,6% (contato → venda).
  • 150 × 9,6% = 14,4 vendas/mês × ticket de R$ 15 mil = R$ 216 mil/mês.
  • Essa mídia já foi paga. Essa receita já foi comprada. Ela só não foi atendida.

Não é 100% recuperável — parte desses leads é ruído. A meta do projeto é recuperar 22 dos 30 pontos percentuais, levando o contato efetivo de 70% para 92%.

A meta de R$ 1 milhão já está contratada

  • Meta individual: R$ 150 mil/mês por vendedor.
  • 8 vendedores = R$ 1,2 milhão/mês de meta agregada.
  • Realizado: R$ 500 mil = 42% de atingimento.
  • Ou seja: o R$ 1 milhão que a diretoria quer na virada do ano já está escrito na meta individual do time. Não falta meta nem incentivo — falta o processo que faz o vendedor alcançar a meta que já lhe foi dada.

Média por vendedor

Meta individualR$ 150.000 / mês
Média realizada por vendedorR$ 62.500 / mês
Gap por vendedorR$ 87.500 / mês
03 · Taxa de conversão por senioridade

O mesmo lead na mão de dois vendedores diferentes

A distribuição de leads na Bonnke é praticamente igual entre os oito — cada vendedor recebe cerca de 62 leads por mês. O que muda de forma brutal é quanto de cada 62 vira contrato. Um vendedor em rampa converte 0,8%. Um pleno converte 12,6%. Dezesseis vezes mais, com exatamente o mesmo insumo. É isso que este projeto move — não o volume de leads, a taxa.

62
leads/mês por vendedor (500 ÷ 8)
0,8%
conversão de um vendedor em rampa
12,6%
conversão de um vendedor pleno
16×
distância entre os dois extremos do time

A régua — o que muda em cada degrau

Rampa

Conversão lead → venda0,8%
Vendas / mês0,5
Receita / mêsR$ 7,5 mil
4 vendedores hoje

Responde quando dá, sem roteiro e sem follow-up. De 62 leads no mês, fecha meia venda. Não é falta de lead — é ausência de método.

Júnior

Conversão lead → venda6,4%
Vendas / mês4
Receita / mêsR$ 60 mil
alvo conservador das 12 semanas

O piso de quem só segue o processo: atende no SLA de 10 minutos, usa o roteiro de diagnóstico e cumpre a cadência. Nada além disso. Já converte 8× mais que a rampa.

Pleno

Conversão lead → venda12,6%
Vendas / mês7,9
Receita / mêsR$ 118 mil
4 vendedores hoje

Onde os quatro melhores já operam — sem processo formal, sem CRM e sem roteiro. Existe método dentro de casa; ele só nunca foi documentado nem replicado. Descobrir e replicar isso é a Fase 1.

Sênior

Conversão lead → venda16,0%
Vendas / mês10
Receita / mêsR$ 150 mil
alvo do mês 6

Ancora no valor em vez de negociar preço, qualifica na abertura e descarta rápido quem não compra. Bate a meta cheia com os mesmos 62 leads.

Sênior escalado

Conversão lead → venda26,7%
Vendas / mês16,7
Receita / mêsR$ 250 mil
teto da régua

Um em cada quatro leads fecha. Na prática esse vendedor também recebe mais lead, porque a operação aprende a mandar o lead bom para quem converte — o que acelera ainda mais a curva.

Por que senioridade vale mais que volume

  • Comprar mais lead custa mídia e o CPL sobe na escala — dobrar volume custa mais que o dobro.
  • Subir a taxa de conversão custa processo, roteiro e treino. Não custa mídia nenhuma.
  • Um pleno entrega o mesmo que 16 vendedores em rampa com o mesmo insumo. Não existe contratação que compre isso.
  • E a taxa não decai com escala: quando o volume de lead sobe, ela multiplica junto.

A matriz — receita do time por volume de leads e nível de senioridade

Cada célula é a receita mensal se todo o time operasse naquele nível, com aquele volume de leads entrando. Leia na horizontal para ver o efeito de comprar mais lead; leia na vertical para ver o efeito de subir a régua. A coluna de 500 leads é a realidade de hoje.

Nível do timeConversão100 leads200 leads300 leads400 leads500 leads750 leads1.000 leads
Rampa0,8%R$ 12 milR$ 24 milR$ 36 milR$ 48 milR$ 60 milR$ 90 milR$ 120 mil
Júnior6,4%R$ 96 milR$ 192 milR$ 288 milR$ 384 milR$ 480 milR$ 720 milR$ 960 mil
Pleno12,6%R$ 189 milR$ 378 milR$ 567 milR$ 756 milR$ 945 milR$ 1,42 miR$ 1,89 mi
Sênior16,0%R$ 240 milR$ 480 milR$ 720 milR$ 960 milR$ 1,20 miR$ 1,80 miR$ 2,40 mi
Sênior escalado26,7%R$ 400 milR$ 801 milR$ 1,20 miR$ 1,60 miR$ 2,00 miR$ 3,00 miR$ 4,01 mi

Ticket médio de R$ 15 mil. Um time inteiro em nível pleno, com os 500 leads que já entram hoje, faz R$ 945 mil — quase o dobro do faturamento atual, sem um real a mais de mídia.

A pergunta que decide o investimento

Quantos leads a Bonnke precisa para faturar R$ 1 milhão?

Depende inteiramente da senioridade do time. Com a taxa de hoje, o caminho é comprar o dobro de lead. Subindo a régua, o volume que já entra basta.

Quanto menor a barra, melhor. A linha de 500 leads é o volume atual.

Os dois caminhos para R$ 1 milhão

Caminho A · comprar volume

  • Manter a conversão de 6,7% e subir de 500 para 995 leads/mês.
  • Exige dobrar a verba de mídia, e o CPL sobe conforme se raspa o fundo do público.
  • Dobra o volume de atendimento sobre um time que já deixa 37 leads na fila. O gargalo piora antes de melhorar.

Caminho B · subir a régua

  • Manter os 500 leads e levar a conversão do time de 6,7% para 13,3%.
  • Verba de mídia adicional: R$ 0.
  • Reduz o CAC de R$ 300 para R$ 150 — o mesmo lead passa a valer o dobro.
  • É o único dos dois caminhos que também resolve a fila, porque o processo entra junto.

Simulador — conversão do time e volume de leads

Padrão = cenário conservador: topo mantém o nível pleno atual, rampa sobe a júnior. Arraste o volume de leads para mostrar o que a mesma régua entrega em outra escala.

conversão média do time
vendas / mês
receita / mês
leads necessários para R$ 1 mi

Receita por volume de leads — uma curva por nível de senioridade

Como as taxas foram derivadas: a conversão de cada nível não é benchmark de mercado — sai da própria operação da Bonnke. Os 4 melhores entregam R$ 117,8 mil/mês com 62 leads e ticket de R$ 15 mil, o que implica 12,6%; os 4 em rampa entregam R$ 7,2 mil, o que implica 0,8%. Os níveis júnior, sênior e escalado são interpolações da mesma régua. Premissa a validar na Fase 1: a distribuição de leads pode não ser igual entre os oito — se o topo já recebe mais lead que a base, parte da diferença é alocação e não habilidade, e a correção da roleta passa a ser uma alavanca extra. O diagnóstico da semana 1 separa as duas coisas com o histórico do Helena.
04 · Quem compra e como decide

Quatro compradores, quatro velocidades de decisão

O SLA de resposta não vale igual para todos. Mapear estes quatro recortes é o que permite priorizar a fila, escolher o roteiro certo e desqualificar rápido quem só custa tempo do time.

🔥

Primeira cozinha

Hamburgueria, delivery, food truck · capital R$ 25–50 mil
DorMontar sem quebrar o capital
ObjetivoEquipar com nota e garantia
GatilhoSeminovo revisado = risco baixo
CicloCurto — decide na semana

Precisa de consultoria, não de catálogo: "vocês têm R$ 50 mil e são dois sócios — com R$ 30 mil você monta o essencial e sobra capital de giro". É a persona onde o roteiro de diagnóstico rende mais ticket.

⚙️

Reposição urgente

Restaurante, padaria, lanchonete · ticket R$ 8–30 mil
DorEquipamento quebrado, cozinha parada
ObjetivoVoltar a operar hoje
GatilhoEstoque pronto + instalação
CicloHoras

É aqui que as 20 horas de espera matam. Quem tem cozinha parada não espera: compra de quem responde primeiro, e paga mais por isso. O SLA de 10 minutos existe por causa desta persona.

🏗️

Projeto & escala

Dark kitchen, franquia, investidor · ticket R$ 100–200 mil+
DorEquipar várias cozinhas com padrão
ObjetivoCAPEX baixo por praça
GatilhoCuradoria + projeto completo
CicloLongo — múltiplos decisores

Maior LTV da base. O modelo de dark kitchen — galpão único com 12–16 cozinhas para locação — foi levantado na reunião como frente de captação ainda não explorada. Cada operador desses precisa de R$ 25 mil no mínimo e o dono do galpão multiplica isso por 12. Exige cadência longa e mapa de stakeholders, exatamente o que a Fase 2 estrutura.

💸

Caçador de preço

Compara com OLX · ticket baixo, margem baixa
DorQuer só o menor número
ObjetivoPreço, a qualquer custo
GatilhoNenhum diferencial pega
CicloLongo e improdutivo

Persona a desqualificar rápido. Não é sobre perder a venda — é sobre não gastar o SLA do time nela. Critério de descarte documentado libera capacidade para as três de cima.

05 · O que o vendedor fala

Negociar margem e experiência — nunca preço

O diagnóstico do Flávio é preciso: o vendedor "esquenta muito o lead e trava na hora de bater o martelo". Isso não se resolve com motivação, se resolve com roteiro. Quatro ângulos que substituem o desconto.

01 · Ancoragem no novo

"A mesma geladeira 2.500L nova custa R$ 22–23 mil. Esta saiu da nossa oficina com motor novo, nota fiscal e garantia, por R$ 13 mil." O vendedor não desconta — ele mostra os R$ 9 mil que o cliente ganha. O número já está no bolso do cliente antes de qualquer negociação.

Mata a objeção de preço na abertura

02 · Custo da cozinha parada

Cada dia sem o equipamento custa faturamento ao cliente. Disponibilidade imediata em estoque, com instalação e técnico por marca, vale mais que 5% de desconto — e é um argumento que o concorrente de marketplace não tem.

Converte urgência em ticket cheio

03 · Vender a experiência

Nota fiscal, garantia de 3 meses (12 no novo), revisão técnica documentada, teste do equipamento em funcionamento no showroom, instalação, orientação operacional, pós-venda e entrega própria. Sete itens que justificam a margem sem tocar no preço.

Transforma margem em valor percebido

04 · Fechamento por escolha alternativa

"Fica melhor no Pix ou no cartão? No cartão eu consigo em 12 vezes." Além disso, a Bonnke compra o usado do cliente de volta — é moeda de troca para fechar sem mexer no preço de tabela.

Fecha sem pedir permissão

Escada de consciência → mensagem

01
Inconsciente — não sabe que existe seminovo revisado com nota e garantia. Mensagem: procedência. Como o equipamento passa pela oficina antes de entrar no estoque.
02
Consciente do problema — precisa equipar ou repor, e o novo não cabe no capital. Mensagem: o preço do seminovo contra o novo, lado a lado.
03
Consciente da solução — já considera seminovo, mas teme comprar problema. Mensagem: prova. Revisão técnica, teste no showroom, garantia por escrito.
04
Consciente do produto — comparando Bonnke com marketplace e concorrente. Mensagem: nota fiscal, técnico por marca, instalação, pós-venda, 3 galpões.
05
Mais consciente — quer fechar. Mensagem: forma de pagamento, prazo de entrega e fechamento assumido.
06 · Forecast de conversão

O motor de conversão da Bonnke

Todos os números abaixo são editáveis. Arraste os controles com o número real da operação e veja o resultado mudar ao vivo — a verba de mídia é uma variável de custo, não de crescimento. O caminho até R$ 1 milhão está inteiramente dentro das três taxas do funil.

vendas / mês
conversão lead → venda
receita / mês
CAC

Funil comercial — do lead ao contrato

Receita por cenário

Premissas declaradas: volume de 500 leads/mês estimado a partir do fluxo observado no painel do Helena durante a reunião (27 a 37 conversas novas pendentes). Ticket médio de R$ 15 mil e verba de mídia de R$ 10 mil/mês informados pela equipe comercial e ainda não conferidos contra o histórico. As três taxas de "hoje" (70% / 40% / 24%) foram calibradas para reproduzir exatamente os R$ 500 mil declarados. Todos os seis controles são editáveis: substitua pelo número real na reunião e o forecast se recalibra.
07 · O processo que sustenta o número

SLA, cadência e CRM

O forecast da seção anterior só se realiza se três coisas passarem a existir na operação. Nenhuma delas custa mídia.

SLA de resposta

  • 10 minutos para o primeiro contato em horário comercial.
  • Roleta automática: se o vendedor da vez não falar com o lead em 10 minutos, o lead passa para o próximo. Sem exceção e sem discussão.
  • Fila de fim de semana atacada entre 8h e 9h de segunda, antes de qualquer outra tarefa — não no fim do dia.
  • Bot como abridor de janela, não como atendente: cobre 18h–9h, qualifica o básico, abre a janela de 24h do WhatsApp e faz handoff quente. Nunca tenta resolver a conversa.
  • Meta: contato efetivo de 70% → 92%.

Cadência

  • Abordagem: 3 ligações + WhatsApp antes de dar o lead como não contatado.
  • Follow-up em D+1, D+3, D+7, D+15 e D+30, com tarefa criada no CRM.
  • Nenhum lead sem tarefa futura. O painel "sem tarefa" é revisado na daily das 8h — quem tem lead órfão explica.
  • Motivo de perda obrigatório. Sem isso não existe reativação nem leitura de funil.
  • Reativação da base por RFV, em coorte, priorizando quem perdeu por preço.

CRM & leitura

  • Kommo implementado pela V4 — sem custo de implementação neste projeto.
  • Integração com WhatsApp e redes; histórico completo do lead consultável a qualquer momento, inclusive anos depois.
  • Meta diária por vendedor, traduzida da meta mensal: quantas vendas de qual produto para ganhar quanto.
  • Dashboard de conversão por etapa e por vendedor — a base do 1:1 e do coaching.
  • Daily de 8h com pipeline do dia: fechamentos possíveis, reuniões novas, follow-ups pendentes.
08 · Operações de referência

Como isso funciona quando funciona

Casos apresentados na reunião de diagnóstico. Servem como referência de ordem de grandeza, não como promessa de resultado.

V4 Ruston & Co — a própria operação

Faturamento novo / mêsR$ 400 mil
Tamanho do time comercial3 closers + 4 pré-vendas
Custo de aquisição por leadR$ 4.500
SLA de primeiro contato≤ 10 min, com roleta
Cadência agendada no CRMaté 2027

Quem paga R$ 4.500 por lead responde em 10 minutos. O CAC da Bonnke é 15 vezes menor — e é justamente por isso que deixar lead esfriando é um luxo que sai mais caro do que parece.

Casos de reativação de base

Tiva Geradores

Investimento de mídia reduzido de R$ 200 mil para R$ 60 mil após pesquisa de persona e reorganização do funil. Abertura de um canal novo de reativação com atendimento assistido por IA gerando R$ 750–800 mil/mês adicionais.

Alos Chevrolet (BH)

R$ 42 mil/mês em marketing e uma base de 6.000 leads parados. Após troca do time e um disparo estruturado, 600 clientes retornaram — 10% de uma base considerada morta, quase toda perdida por falta de resposta.

Unicorp (Campinas)

Lead respondido em 2 minutos após o preenchimento do formulário. Foi o que abriu a reunião — e virou o argumento da proposta.

09 · Trajetória

De R$ 500 mil a R$ 1 milhão — pela régua, não pelo salto

Aqui vale ser direto com a diretoria, porque é o único ponto em que o plano não entrega o que foi pedido no prazo pedido: o cenário conservador não chega a R$ 1 milhão em 12 semanas — chega a R$ 711 mil. O R$ 1 milhão é o degrau seguinte da régua de senioridade e acontece no mês 6, em R$ 1,07 milhão. Prometer R$ 1 milhão em 12 semanas é assinar um número que depende do cenário agressivo do funil; prometer R$ 711 mil é assinar um número que depende só de os quatro últimos vendedores chegarem à metade do que os colegas já fazem.

Receita mensal & atingimento da meta agregada

O que acontece em cada mês

M1
R$ 560 mil — SLA de 10 minutos e roleta em produção, fila de fim de semana priorizada, Kommo implementado. O ganho vem só de parar de perder lead por tempo.
M2
R$ 620 mil — roteiros de negociação e cadência rodando, primeiro ciclo de rolplay concluído. Os quatro em rampa começam a fechar sozinhos.
M3
R$ 670 mil — coaching 1:1 com a taxa de conversão individual na mão de cada vendedor. Meta diária traduzida em número de leads e de fechamentos.
M4
R$ 711 mil · fim do contrato — os quatro em rampa consolidados no piso de júnior, o topo intacto. 59% da meta agregada, contra 42% hoje.
M5
R$ 880 mil — topo cruzando de pleno para sênior: conversão do time passa de 9,5% para 13,3%.
M6
R$ 1,07 milhão — 4 sênior + 4 pleno. 89% da meta agregada, com os mesmos 8 vendedores e a mesma verba.

Como antecipar o R$ 1 milhão para o mês 4

Existe uma alavanca que não está na curva acima porque depende de um dado que a Bonnke ainda não levantou: o canal de reativação da base histórica. Hoje ele é um estagiário enviando 15 mensagens manuais por dia.

Base histórica estimada2.500 contatos
Taxa de resposta ao disparo5%
Fechamento sobre quem responde8%
Receita adicional em regime≈ R$ 120 mil / mês

Somando aos R$ 711 mil da régua conservadora, o mês 4 fecha em R$ 831 mil — e a meta de R$ 800 mil da diretoria é batida dentro do contrato. Para chegar ao R$ 1 milhão no mês 4, a base precisaria render o dobro disso ou o funil precisaria performar no cenário base.

O tamanho real da base não foi levantado na reunião. Levantar isso é tarefa da semana 1 — e é o número que decide se o R$ 1 milhão cabe ou não nas 12 semanas.

O que cada cenário exige do time

R$ 711 mil · conservador4 pleno + 4 júnior
R$ 831 mil · conservador + reativaçãoo mesmo time
R$ 1,07 mi · mês 64 sênior + 4 pleno
R$ 1,6 mi · teto da régua4 escalados + 4 sênior

Por que essa leitura fecha melhor

  • O dono é ex-vendedor com 18 anos de estrada. Ele reconhece número inflado.
  • Um piso de R$ 711 mil que se cumpre vale mais que um R$ 1 milhão que se explica depois.
  • A régua deixa explícito que o R$ 1 milhão não depende de contratar ninguém nem de comprar mais lead — depende de os oito que já estão em casa subirem um degrau de conversão.
10 · Escopo do trabalho

Três fases, 12 semanas, 19 entregáveis

Toda entrega abaixo é documentada e fica com a Bonnke. O foco de ponta a ponta é uma coisa só: aumentar a taxa de conversão do funil comercial que já existe.

Fase 1Diagnóstico · semanas 1–2
1.1
Análise do cenário atual
Dados históricos de venda extraídos do Helena, taxa de conversão por etapa do funil, ticket médio real, ciclo de venda e frequência. Fecha as premissas deste documento com número auditado.
1.2
Avaliação do processo comercial
Mapeamento da prospecção ao fechamento, entrevistas com os vendedores, identificação dos gargalos e fluxograma do processo atual.
1.3
Auditoria de ferramentas
Helena, WhatsApp, bot de pré-atendimento e Mercado Livre: o que cada um faz, o que falta e o que sobra. Recomendação de stack.
1.4
Análise da estrutura da equipe
Organograma, funções e senioridade dos 8 vendedores. Desenho da divisão SDR / closer e do perfil hunter vs. farmer de cada um.
1.5
Entrevistas com stakeholders
Gerência comercial, diretoria e coordenação. Alinhamento de metas, percepções e mapa de decisão interno.
1.6
Pesquisa com a equipe de vendas
Questionário e entrevista individual com os 8 vendedores: desafios diários, o que trava o fechamento, o que falta de ferramenta e de treino.
1.7
Pesquisa e definição de personas
Entrevistas com clientes reais e workshop de personas, validando os quatro recortes da seção 04 e definindo o critério de desqualificação.
1.8
Relatório de avaliação
Consolidado com o retrato da operação, diagnóstico individual por vendedor e priorização das alavancas de conversão.
Fase 2Estruturação e implementação · semanas 3–5
2.1
Desenho do novo processo comercial
Etapas do funil, critérios de avanço, papéis e responsabilidades. Padronização que permite treinar, medir e cobrar.
2.2
SLA entre marketing e vendas
Tempo de resposta, roleta de repasse, definição de lead qualificado e devolução obrigatória com motivo. Encerra a discussão de "o lead é ruim" vs. "vocês não atendem".
2.3
SLA entre qualificação e vendas
Critérios objetivos de repasse do SDR para o closer e regra de devolução.
2.4
Roteiros de venda
Abordagem, diagnóstico, ancoragem no novo, negociação por margem e experiência, contorno de objeção e fechamento por escolha alternativa. É a entrega que resolve o "medo de bater o martelo".
2.5
Cadências de contato
Régua de abordagem, follow-up D+1/3/7/15/30 e réguas de reativação da base, todas configuradas em ferramenta.
2.6
Implementação do CRM
Kommo configurado — funil, automações, tarefas por etapa, integração com WhatsApp e painel de leads sem tarefa. Implementação inclusa no projeto.
2.7
Metas, KPIs e forecasting
Meta diária por vendedor traduzida da meta mensal, dashboard de conversão por etapa e forecast de crescimento para orçamento e contratação.
2.8
Treinamento do novo processo
Capacitação do time inteiro no processo, nos roteiros e na ferramenta, com material de onboarding reaproveitável para novas contratações.
Fase 3Acompanhamento · semanas 6–12
3.1
Monitoramento de indicadores
Leitura semanal de conversão por etapa e por vendedor, com dashboard vivo.
3.2
Otimizações baseadas em análise e feedback
Ajuste de roteiro, cadência e critérios a partir do que os dados mostram — não do que se supõe.
3.3
Coaching e rolplay
1:1 individual com cada vendedor e rolplay em grupo. É onde o vendedor júnior perde o medo da objeção: erra na frente do time, não na frente do cliente.
3.4
Cliente oculto
Auditoria de atendimento sem aviso, para verificar se o SLA e o roteiro se mantêm quando ninguém está olhando.
3.5
Alinhamento marketing e vendas
Verificação de que a campanha promete o que o time entrega, e que a persona que chega é a persona que converte.
3.6
Planejamento do próximo período
Forecast, dimensionamento de time e definição de metas para o ciclo seguinte, com a operação já rodando pelo processo novo.
11 · Investimento

O que custa e o que se paga

Proposta

Estruturação comercial · mensalR$ 3.000
Padrão de mercado por especialistaR$ 3.600 – 4.000
Implementação do Kommo CRMinclusa
Duração12 semanas · 3 fases
Verba de mídia adicional exigidaR$ 0
Piso comprometido · mês 4R$ 711 mil
Com canal de reativaçãoR$ 831 mil
Meta do ciclo seguinte · mês 6R$ 1,07 milhão

Extensão opcional

Terceirização de time comercial — 2 a 3 vendedores V4 operando como canal complementar, para validar o modelo antes de a Bonnke contratar. Avaliação após a Fase 2, orçada à parte.

Payback

R$ 10 mil
receita incremental que paga o fee
21×
retorno em margem no cenário conservador
  • A R$ 3.000/mês e 30% de margem bruta, o investimento se paga com R$ 10 mil de receita incremental — menos de uma venda de ticket médio. Uma geladeira.
  • No cenário conservador (R$ 713 mil), o incremento é de R$ 213 mil/mês em receita, o que dá R$ 64 mil/mês de margem bruta adicional contra R$ 3 mil de fee.
  • O risco de não fazer nada é conhecido e já está medido: R$ 216 mil/mês em leads que a Bonnke já pagou e não atende.

Próximos passos

01
Apresentação desta análise à diretoria — quarta-feira de manhã, com o Sandro presente para defender o número.
02
Aprovação e assinatura. Kickoff na semana seguinte.
03
Semana 1: acesso aos dados do Helena, entrevistas com os 8 vendedores e fechamento do diagnóstico real.
04
Semana 3: SLA e Kommo em produção. É a primeira semana em que a curva muda de inclinação.